CAPRA,
F. Teia da vida: uma nova
compreensão científica dos sistemas vivos. São Paulo: Cultrix, 2006.
FRITZ
CAPRA, doutor em Física Teórica na Universidade de Viena, palestrante e
escritor extensivo sobre as implicações filosóficas da nova ciência.
Recentemente foi diretor do Centro para Alfabetização Ecológica em Berkeley, na
Califórnia.
Capra,
autor do Livro “Teia da Vida”, transmite ao leitor um tema da “nova compreensão
cientifica da vida em todos os níveis dos sistemas vivos”. Trata-se de uma realidade
com concepções da ciência e da filosofia.
O
livro aborda as preocupações com o meio ambiente, onde há sérios problemas
globais que danificam a biosfera e a vida humana. Para isso, é necessário
interligar vários deles para que assim possam ser analisados e entende-los. É preciso
uma mudança de pensamento, uma visão mais aberta para o mundo, capturando cada
detalhe.
Após
diversas teorias, cientistas por fim chegaram ao mesmo pensamento, aprovando
então a Teoria Sistêmica. Segundo Capra (2006) “as propriedades sistêmicas são
destruídas quando um sistema é dissecado em elementos isolados.” Quando
chamamos de objeto ao meio ambiente, automaticamente apagamos tudo ao seu
redor, e observamos apenas ele e não as ligações que ele possui. Por isso o
método de questionamento precisa se integrar ao nosso meio de ver e pensar.
No
final da década de 70, foi descoberta a Matemática da Complexidade, um
acontecimento muito importante para a ciência. Não possui um nome definido, por
tanto, ela é conhecida por vários termos, dentre eles a “Dinâmica dos
Sistemas”, “Dinâmica Complexa”, mas o mais viável e utilizado é o termo da
“Teoria dos Sistemas Dinâmicos”. Essa teoria é matemática com conceitos e
técnicas de uma faixa de fenômenos, não exatamente de fenômenos físicos, sendo
mais qualitativa que quantitativa, lidando com padrões.
Os
sistemas vivos são envolvidos pelo estudo do padrão: forma física (forma, ordem,
qualidade) e pelo estudo da estrutura: forma química (substancia matéria,
quantidade); onde tudo consiste em uma relação de componentes para determinar
as características desse sistema, havendo ligação dos dois critérios acima para
que o processo seja completo.
O
estudo do padrão de organização em um todo, resulta em saber se um determinado
sistema é vivo ou não vivo. O padrão de organização dos sistemas vivos é
chamado de autopoise. Autopoise tem como característica reproduzir
continuamente a si mesma, produzindo seus próprios componentes. A célula é um
exemplo mais conhecido para essa descrição, nela contem o núcleo, um centro de
reciclagem, centro de produção, bolsas de armazenamento entre outros. Todos os
elementos químicos das quais ela forma usa própria estrutura.
O
autor cita Humberto Maturana e Francisco Varela que formularam um sistema
aupoiético por meio de um programa de computador, quando descobriram que uma
célula era complexa para um modelo matemático. O objetivo era planejar o
programa para simular uma rede de processos nos quais a função de cada
componente seria ajudar a produzir outros componentes na rede. Houve então a
geração de diversidade e uma alta complexidade por meio da reprodução.
O principal aspecto
da teoria dos sistemas vivos é a nova compreensão da evolução onde o foco
central é na criatividade em direção à novidade.